A dança e eu


por Aerith

A dança, para mim, é uma forma de expressão; uma libertação dos sentimentos que se acumulam e ficam guardado no íntimo(do nosso ventre). E com os vocábulos escolhidos lapidamos nossa poesia com nosso próprio corpo. O conjunto de passos executados forma cada estrofe deste doce bailar dos nossos sentimentos. A dança consegue transportar para o palco aquilo que as palavras não conseguem escrever e expressar no papel.

A escolha de uma música é única. Eu não consigo dançar qualquer música...tem que haver química entre nós. Eu tenho que ouvir ela me chamar. Cada música tem o seu tempo de amadurecimento. Quando estou preparada para dançá-la eu sinto isso...quando ainda não despertei para isso, ela se mantém incubada para um dia florescer para mim.


A dança tribal despertou em mim uma paixão. A vontade de dançar loucamente, algo atemporal dentro de mim ruge.Mas dançar para mim, dançar o que sinto. Transportar para o plano real o meu ser. Quando danço quero ser eu mesma, com todos os meus gostos, com todo o meu sentimento, com todo meu lirismo. Quero escrever com meu corpo o poema da minha criança enclausurada pela realidade. Ali posso transportar meus sonhos...posso viver minhas fantasias como em um conto de fadas. Posso ser eterna em meus passos. Aqueles são as pegadas deixadas por mim. Eternas unicamente naquele instante. Marcado para sempre em meu coração,pois consegui libertar de mim um pouco da minha essência e, assim,perfumar por um tempo aquele ambiente com meus fragmentos.
Eu vivo na Terra do Nunca. Assim me sinto quando estou dançando tribal. E cada apresentação se torna um capítulo dessa estória sem fim. Cada apresentação representa uma parte de mim...um pouco do que sinto e gosto. Eu nunca poderia ser contra meus princípios. Eu nunca poderei dançar algo que eu não goste... Algo que não seja eu,porque eu estaria me traindo. Eu danço para me expressar...expressar o que sou...e na dança posso ser eu mesma. Se quer saber quem sou...leia a minha dança e descobrirá.

A cada momento minha alma tem sede...sedenta pela dança que a alimenta. A dança fortifica meu ser. Eu necessito dela para me manter equilibrada comigo mesma e com todos ao meu redor.
Quando conheço algo novo, algo que tomo gosto...que tenho prazer em aprender e sei que posso inserir em minha dança, eu o namoro. E depois desse flerte, a relação amadurece e chega o momento que a música, até então adormecida, me chama para dançá-la. E quando danço essa parte sonolenta em meu ser, sinto-me realizada. Eu me sinto leve como uma pluma, eu me sinto dançando nas nuvens,pois estou feliz.

Liberto-me de rótulos,pois esse me aprisionam. Rótulos se fazem necessários até um momento. Para identificar determinados elementos para, assim, sabermos distingui-lo s e para evitar problemas até mesmo em questões legais. Temos que ter conhecimento do que estamos fazendo. Assim temos que estudar para alcançar o que almejamos na dança. Mas após isso, devemos ser sinceros conosco mesmos. Eu apenas sou na dança aquilo que consigo me expressar...e dentro das danças do ventre eu me sinto bem na fusão tribal.. Eu sou uma “bellydancer” . Se você quer criar um nome mais específico para o que sinto,não vai encontrar. Agora, se insistir, pode ter trabalho em criar...pois como a sábia Mira Betz disse “Vocês perdem muita energia odiando umas às outras. Vocês deveriam usar isso para dançar, para expressar..."

A dança fez-me encontrar comigo mesma. A conhecer-me melhor. A amadurecer como mulher. A despertar minha guerreira interior. A dançar para encontrar-me. A despertar meu ser. A libertar minha alma.
Comentários
3 Comentários

3 comentários:

  1. lindo post!! através de suas palavras sinto como somos conectadas... uma tribo que não depende de lugar ou tempo... só de essência... essência tribal! seu blog é fantástico! beijos

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  2. Obrigada pelos comentários,meninas! Fico muito feliz que compartilhamos o mesmo sentimento com relação a dança tribal!

    bjss

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