Workshop Internacional com Kristine Adams - Campo das Tribos VI


por Carine Würch

Veja bem (detesto que começa frases assim, então veja bem, a ironia...), nunca fui uma pessoa com grandes paixões adolescentes. Nunca criei ídolos. Não fui apaixonada por bandas de rock... Tá bom, eu fui apaixonada pelo Keanu Reeves. Antes do Matrix. Antes do Velocidade Máxima. (Meus deus, que cheiro de naftalina...)

Mas me lembro bem do meu “chilique histérico” quando vi  Shaquille O’Neal, Horace Grant e Penny Hardawy AO VIVO no Boston Center. Lembre-se, eu joguei basquete por 17 anos. Cheguei na lateral da quadra. Dava pra ver aqueles homens arremessando e fazendo mágica. Aquilo foi o céu pra mim. E eu tinha 16 anos, lá em 1995.

Volte para São Paulo, 2014. 

Após tomar meu café da manhã, pronta para fazer um turismo rápido pela cidade, subindo para meu quarto, cruzei com Kristine Adams. A PRÓPRIA. Minha barriga gelou e eu virei adolescente. Não sabia mais falar, nem português, nem inglês. Não sabia se cumprimentava, se deixava ela em paz... Poucas vezes me senti tão boba por não saber o que fazer e tão empolgada por ter visto alguém “importante”. Claro que fui para o Face postar o fato... :P

Kristine foi muito receptiva, respondeu minha postagem. E eu fiquei muito feliz, pois no dia seguindo teríamos o primeiro workshop internacional de 4 horas.


No dia seguinte, sábado, dia 03/05, encontrei com ela no café e fui lá dar bom dia. Ela me recebeu com um abraço. Aquela atmosfera que eu tinha criado sobre “A bailarina Kristine Adams do FCBD, aluna de Carolena Nericcio, etc , etc”, se dissipou. Não diminuiu tudo isto que ela é. Mas o humano nela sobressaiu.

Então cheguei para minha primeira aula de ATS na vida! Nervosa, ansiosa (não contei para vocês, né? Mas acordei às 5h e não consegui mais dormir...) e com muita vontade de conhecer afinal o que é este tal de American Tribal Style? Kristine estava se alongando. Alguns rostos conhecidos dos works anteriores, outros totalmente novos.  Gabriela Miranda nos acompanhou fazendo tradução simultânea. Eu a admiro. Admiro todos vocês que fazem isto. Não tenho competência. Eu entendo, mas até achar os sinônimos em português a frase já se foi.

Kristine é precisa e profissional. Nestas 4 horas acho que tivemos uma única pausa rápida para água (confere, produção?). O que quero dizer com isto? Não está ali “enchendo linguiça”, ou fazendo de conta. Foram 4 horas muito produtivas de muito aprendizado. Eu saí com a cabeça cheia. Em especial, porque os passos são diferentes do que eu estou acostumada. Eu imaginava que era feito uma coisa e não é nada daquilo que eu imaginava, rs.

Trabalhamos bastante em grupos, como se dá as trocas de liderança, depois a entrada e saída do coro. Foi muito bom!!! Em todo tempo, além de toda explicação técnica e repetição dos movimentos, quando nós tínhamos que fazer o exercício em grupos, ela estava lá corrigindo nossa postura e nos indicando como fazer, sempre respondendo nossas dúvidas. Minha maior dificuldade foi em relação aos snujs. Pois não toco, não conheço nada e nem fazia ideia que precisaria deles! Foi lindo ver o pessoal acompanhando as músicas, e eu fiquei batucando o que eu imaginava que poderia ser o ritmo (rs). 

Agora imaginem: além de dançar, lembrar dos combos, da liderança, onde olhar, quando sair, quando voltar, onde parar, eu ainda tenho que tocar snujs, NO RITMO. #todoschora





Como eu disse: se antes eu era “analfabeta no ATS”, iniciei minha alfabetização com Kristine Adams. E foi bom demais!


 No domingo pela amanhã, o negócio foi mais puxado! O tema era "Os movimentos lentos para o ATS".  Acredito que foi mais puxado que o do dia anterior, mesmo tendo uma hora a menos, pois este work subentendia que a pessoa teria algum conhecimento prévio de ATS. Kristine se manteve todo o tempo disposta e muito presente, para tirar nossas dúvidas e tentar solucionar o questionamento dos alunos a respeitos de passos específicos. Depois da parte teoria, com exemplos, bastante parte prática, em grupos, depois no coro. Novamente, foi um workshop muito proveitoso, mesmo com todo o cansaço e a quantidade de informação, pude aprender muito. E solidificar os conhecimentos adquiridos no dia anterior.
Valeu todo o investimento.

Quanta honra já ter Kristine Adams como professora!

De toda esta experiência enriquecedora, o que mais levo comigo, além das novas amizades, é perceber, novamente, como a dança faz parte de mim. Num âmbito muito maior do que coreografia para dançar Apresentação (e não diminuindo a importância disto). Mas se a minha vida dançante fosse “apenas” dos encontros entre aquelas que sentem o mesmo que eu, e desfrutam do tempo que estamos juntas,  tudo teria valido a pena.


O ATS tocou em mim, naqueles pontos primordiais:
- Por que eu danço?
- Pra que eu danço?
-Pra quem eu danço?

http://aerithtribalfusion.blogspot.com.br/2014/03/resenhando-resenhas-de-eventos-de-danca.htmlSó tem um jeito de descobrir a resposta: dançando.

Vamos?

Resenhando - Região Sudeste
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Coodenação Carine Würch
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