1ª Oficina de Tribal Fusion no Acre

por Janis Goldbard



Em agosto de 2014 aconteceu a 1ª oficina de Tribal Fusion na cidade de Rio Branco, capital do Acre, projeto aprovado e financiado pela Fundação Elias Mansour.

O projeto, em epígrafe, surgiu a partir de uma conversa com um companheiro de dança.  Certo dia, depois de um ensaio, ele perguntou como estava sendo a receptividade do Tribal na cidade o qual respondi que estava muito desanimada, pois  acreditava que  meu público alvo eram as  praticantes de dança do ventre, entretanto, não  eram.

Surgindo assim a ideia de redigirmos um projeto para a  inicialização à Dança Tribal Fusion, que inclusive foi novidade na cidade, quase ninguém conhecia, ainda apesar de eu já ter participado de espetáculos e de continuar dando aulas regulares.


Ainda em conversa quis saber se havia algum público alvo além das bellydancers  que  almejava  agregar,   o qual informei  que os estudantes das artes cênicas são bem receptivos de se trabalhar e que algumas pessoas conhecidas poderiam ter o perfil.

Passado algum tempo, projeto aprovado, começaram a chegar as candidatas e, para meu deleite,  várias das pessoas que intuíra que gostariam de tribal foram se apresentando, e como já pressentia poucas  da dança do ventre compareceram.

Essa oficina  impulsionou-me a dar continuidade as aulas de Tribal Fusion e a ensinar algumas pessoas para  abertura de uma possível companhia de dança  e firmar o tribal a partir do meu trabalho pioneiro. Ao final da oficina, houve uma apresentação com uso das técnicas ensinadas, cujo resultado foi  fantástico, pois as participantes que continuaram até o final foram determinadas e realmente possuem “aquela” essência tribal de ser.



Foi divertido e acredito que elas se divertiram também! O público adorou e a 1ª oficina de Tribal Fusion da cidade de Rio Branco aconteceu. Conheci algumas pessoas muito solícitas das fundações de cultura da cidade, estreitei  amizades e pude mostrar um pouco do meu trabalho que sempre é moldado a muitas pesquisas e trabalho de corpo, tendo a diversidade de estilos como aliada.

Vi  e senti porém,  que  há público. Mas, que este ainda não está formado, sinto que há interesse, no entanto, o medo do desconhecido afasta e assusta algumas simpatizantes. Sinto que no Brasil as pessoas não sabem dar valor e crédito às pessoas que estão na linha de frente em um trabalho de pioneirismo e não sabem respeitar quem tem vontade de se doar em prol de uma arte de qualidade, fazendo com que dessa forma a cultura local não desenvolva.

Espero que essa oficina tenha conseguido alcançar uma mentalidade mais embasada em dança e em estudos voltados para o Tribal Fusion. Deixando claro que Tribal Fusion não é dança do ventre de preto.



Vídeo realizado com fotos e registros durante a oficina:



Texto: Janis Goldbard
Edição: Melissa Abrantes




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