[Resenhando] II Sarau Cigano da Bruma Magias

por Maria Badulaques





Opaaaa, ou melhor Optchááááá!!!

Realizado no dia 24 de maio, em São Caetano do Sul no Restaurante Dona Rô, Bruminha (a Danny) recebeu amigos e convidados com muita alegria e aquele conhecido sorriso. Com direito a feirinha de produtos e um delicioso almoço,fomos todos nos acomodando para reverenciar os amigos e esperar a nossa hora em cena.

Algo que chamou atenção tanto quanto as lindas performances foi a plateia!!! Olhares atentos, famintos eu diria....desejosos de ver as danças e senti-las. Surpreendente!!! Aplausos entusiasmados para cada pessoa que se propôs a mostrar sua alma colérica em cena e silêncio para ouvir e entender qual nova proposta surgiria no palco. São momentos assim em que sinto a nossa amada amiga CONEXÃO!




O que procuro, numa apresentação de dança, é a simbiose técnica e expressão. A técnica isoladamente produz encantamento, mas quando seguida de emoção adquire outro tônus. Difícil jungir esses elementos, até porque isso envolve anos de dedicação, estudo, prática...Além do que cada pessoa responde a seu tempo e cada corpo requer um olhar diferente. Com isso em mente, as vezes devemos "esquecer" a técnica e simplesmente apreciar aquilo que nos apresentam. Apreciar a dança como uma das mais belas formas de expressão e com esse olhar nos permitir viajar na proposta do dançarino.

A viagem proposta pelo Sarau Cigano trouxe um aroma de felicidade ao ambiente, todos estavam muito felizes em compartilhar sua dança, sua técnica e sua alma em movimento. Vi libertação, sorrisos, emoção...Lindas mãos em floreios, ciganas dançando em cadeiras, rodas circulando a magia da fraternidade, o tilintar dos snujs e fechando a noite a passagem do Cinturão Circular  Pataxó ( opa, isso é uma longa história...conto qualquer dia).




Não cito um(a) dançarino(a) em específico, entendo que TODOS SÃO GALA E ESPECIAIS! Toda dança é digna e exprime nosso melhor, eis a real POLÍTICA DO ENCANTAMENTO e sim a DANÇA É INCLUSIVA E DEMOCRÁTICA, portanto se jogue, não há limites a não ser aqueles que nossa mente reproduzem. 

Que venham sempre eventos como este para nos lembrar que dançar é a frenética busca da LIBERTAÇÃO. É apresentar sua dança, mas ter humildade de sentar e ver os amigos e os desconhecidos que naquele momento também se libertam em movimentos compassados....é ver para ser visto. Dançar é desnudar a alma.

Liberdade de expressão para todos.



Super xeros,
Maria Badulaques




 














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