[Estilo Tribal de Se] Huadian

por Annamaria Marques


Saudações nação Tribalera!

Neste artigo trago para vocês uma curiosidade e espero que gostem!!

Na China, nos idos da dinastia do imperador Songwudi (363AD-422AD), havia uma princesa chamada  Pingyang (ou Shouyang dependendo da versão). Diz a lenda que, ao dormir sob uma ameixeira do jarim, uma pétala de flor desta árvore caiu em sua testa. Ao acordar, achou que a marca deixada pela flore era muito bonita e passou a reproduzir o efeito para ficar ainda mais bonita e outras jovens decidiram seguir a moda.



Este ornamento na testa é conhecido como Huadian e, na verdade, não tem relação nenhuma com o bindi indiano. É um desenho exclusivamente decorativo e foi muito popular na dinastia Tang, quando houve um boom econômico e de grande prosperidade após um período de caos nacional.

Os desenhos normalmente lembram pétalas de flor e eram feitos de tinta, plumas, folhas de ouro, mica ou papel.

Quando desenhado nas bochechas, o ornamento é chamado Mianye




Fontes:
http://www.womenofchina.cn/html/report/98885-1.htm
http://fuckyeahchinesefashion.tumblr.com/post/28484709683/chinese-cool-中华酷-hua-dian-ancient-chinese
http://ziseviolet.tumblr.com/post/136648773227/hello-i-was-wondering-if-i-could-ask-you-a



[Resenhando Internacional] DaturaCon: O acampamento de verão para professores do Datura Style™

por Mimi Coelho



Em julho do ano passado (2017), durante minhas aventuras pelo mundão da dança, ingressei nesta experiência fantástica e tão comum para os americanos: o “Summer Camp” (acampamento de verão). Para ser mais específica, neste caso foi um “Dance Summer Camp”, organizado por Rachel Brice e direcionado aos seus professores certificados do Datura Style . E eu pergunto: Qual a melhor maneira de refinar a técnica da dança e de praticar o improviso do Datura Style™ senão em uma grande reunião da comunidade, em meio à natureza, enriquecida por bons momentos com “Bonfires e S’mores” (fogueiras e biscoitos recheados com marshmallows assados no fogo e chocolate)? Se você se interessou em saber mais sobre o que pode seguir depois das quatro fases dos 8 Elements de Rachel Brice, vem comigo que eu vou contar os detalhes desta vivência super especial!



O evento aconteceu no aconchegante e encantador Sou’Western, que fica em Seaview, há duas horas e meia de Portland, bem na costa de Washington. O lugar é impressionante! Nele há a oferta de várias opções de alojamento para todos os gostos e disposições. É uma mistura fascinante de diversos tipos de estadia: quartos tradicionais, cabines privadas do tipo bangalôs, mini suítes, espaços abertos para acampamento em barracas e trailers de viagens antigos. O local ainda ostenta uma combinação de paisagens naturais belíssima e a poucos metros de distância. A depender da direção em que caminha, você pode encontrar a praia linda e praticamente deserta ou maravilhosas trilhas de matas naturais. 


Logo no primeiro momento, ficamos deslumbradas com a exuberância do local e claro, entusiasmadas com os nossos trailers “vintages”, que são realmente uma graça! Tive o imenso prazer de dividir uma dessas preciosidades com a minha grande amiga Chandala Snow-Chiva. Desfrutamos de momentos divertidíssimos em nosso trailer que tinha sala, cozinha, quarto e um pequeno banheiro com chuveiro e tudo! Além disso, em nosso “Blue Flamingos” havia um área externa com lugar para se fazer fogueira e ali realizamos nosso primeiro encontro para contos de terror (sim, a família dos 8 Elements e a nossa mestra Rachel Brice dividimos histórias horripilantes ao redor do fogo! – assunto que guardarei para uma próxima oportunidade, pois daria outro artigo). 


No primeiro dia, depois de nos alojarmos propriamente, pudemos desfrutar de uma visita em grupo às lojas de antiguidades locais e procurar pelos ditos tesouros para ornamentação própria, de figurinos, de studios de dança e de casa. Apesar de não ser uma experiência comum, é como um laboratório de estudo sobre criatividade. Aprendi muito ao observar como cada uma percebia o valor do significado de objetos/adornos de forma diferente, visualizando possibilidades múltiplas para a utilização dos mesmos. 

Após uma tarde entre belezas antigas e processo criativo, reunimos à noite para a tão esperada sessão de perguntas e respostas com a nossa mestra Rachel Brice. Fomos orientadas a formular perguntas que abordassem o Datura Style (método e vocabulário), bem como o ensino de dança, a administração de estúdios, carreiras profissionais em dança e outros assuntos relacionados. Este foi um momento de introdução oficial ao “Dance Summer Camp”, onde trocamos experiências, resolvemos questões e nos preparamos para todo o treinamento prático dos dias seguintes. A proximidade e abertura por parte da Rachel Brice neste encontro foram tocantes. Ela se colocou a nossa disposição não somente para resolver as dúvidas, mas também se abriu para sugestões e ideias apresentadas pelo seu grupo de professores. Houve também a apresentação oficial do primeiro livro brochura dos 8 Elements, o qual aborda todas as quatro fases. A emoção foi forte ao segurar este volume recheado de informações e conhecimentos que fazem do programa uma experiência transformadora.


Os dias seguintes foram preenchidos por um intenso trabalho de refinamento da técnica e prática de improviso utilizando-se o vocabulário de movimentos e passos do Datura Style™. Durante o treinamento técnico, tivemos tempo para corrigir e entender como repassar em aula as particularidades da movimentação em geral. Foi um trabalho de colaboração e esclarecimentos fundamental à uma reciclagem de conhecimentos dos professores do estilo.



Daí vocês me questionam: "Okay Mimi, entendemos que vocês se encontraram para refinar todas as informações e conhecimentos técnicos sobre o Datura Style™, mas como é o método utilizado para o desenvolvimento do estilo em aula?"

Rachel Brice desenvolveu um método, ao longo da concepção do programa 8 Elements, com o objetivo de garantir e melhorar a técnica de dança, os famosos “Studies”.  Eles são exercícios que combinam o treinamento usando intervalos de tempo, a musicalidade (incluindo o uso de zills – snujs), os isolamentos específicos, os padrões de braços e os deslocamentos. Eu sempre faço uma correspondência destes com a “barra” da aula de ballet clássico. Seriam todas as partes isoladas de movimentos corporais que necessitam de coordenação, força, limpeza e precisão. Por serem diretos, práticos e eficientes, tenho uma adoração especial pelos “Studies”. Em seguida, passamos para a prática dos movimentos e dos passos que formam o vocabulário (na minha associação, o centro da aula de ballet clássico). Após o trabalho físico focado exclusivamente no aprimoramento da técnica, eles entram para compor a parte dançante e criativa do estilo. Assim como no ATS®, estas combinações (“combos”) possuem senha para facilitar o improviso dançado em grupo. 

Neste primeiro Datura Con, toda essa prática intensa da técnica e das combinações teve a duração de 3 a 4 horas por dia. Logo após isso, fazíamos uma pausa de uma hora para o almoço, momento em que nos sentávamos à longa mesa de madeira no centro do acampamento e confraternizávamos. O mais tocante dessa experiência foi a proximidade e o espírito de colaboração do grupo, a troca era constante e sobre todos os tipos de assuntos. O crescimento não para em oportunidades como essa.





Outro grande foco do “Dance Summer Camp” era a oportunidade de se praticar o improviso em grupo do estilo com seus colegas-professores. Assim, mais 3 horas de cada dia eram desfrutadas em sala de aula, exercitando nossas habilidades em improviso de grupo dentro da técnica Datura Style™


Ao fim de quatro dias, encerramos essa vivência tão enriquecedora com uma grande fogueira na praia. Dançamos ao redor do fogo, apreciamos os tão aclamados “S’mores” (sanduíches feitos de biscoito recheados com chocolate e marshmallows assados no fogo), assistimos o pôr do sol e nos despedimos desses momentos de troca, inspiração e nutrição de conhecimentos.






[Organizando a Tribo] 7 programas de dança para você se especializar

por Melissa Souza

Com a expansão do estilo tribal de dança do ventre, muitos professores acabaram por desenvolver seus próprios programas de cursos intensivos de formação continuada para capacitarem dançarinos e professores a repassarem seus respectivos formatos de dança, metodologias de ensino e movimentos estilizados. No Brasil, por exemplo, temos o os cursos de formação continuada em Dança Tribal com Joline Andrade, Dark Fusion com Mariana Maia, Tribal Brasil com Kilma Farias e Tribal em Cena com Kelly Orianah.

Na corrida contra o tempo, aulas condensadas são muito procuradas por dançarinos e professores que desejam uma especialização rápida e eficiente, daí o sucesso de congressos e retiros de dança tribal. Neste post, destaco 7 programas oferecidos por ícones mundiais da dança tribal, para você comparar as vantagens de cada um, seja como um dançarino ambicioso ou apenas sonhador!




The 8 Elements™ por Rachel Brice



Desenvolvido por Rachel Brice, o programa The 8 Elements™ (Porland/Oregon) é formado por intensivos em multi-fases que exploram 8 conceitos-chaves que vai de ensinamentos simples a complexos com o objetivo de desmistificar o processo de dança e, desta forma, desenvolver uma prática de dança saudável.


Estes intensivos, e as atribuições entre eles, são projetados para proporcionar uma base forte, criativa e dinâmica na prática da Dança Tribal. A intenção desta abordagem centrada no processo não é ensinar um estilo de Dança do Ventre, mas sim explorar a arquitetura subjacente de estilos variados de dança, honrando suas tradições, ao mesmo tempo que encoraja a descoberta e a inovação com excelência e alegria.

Para participar é necessário pelo menos um ano de experiência em Dança do Ventre ou Tribal e proficiência em leitura, escrita e conversação em Inglês. Além disso, nas três primeiras fases há dever de casa para ser concluído antes do primeiro dia de aula.




DanceCraft ™ por Zoe Jakes


DanceCraft™ é um programa de dança desenvolvido por Zoe Jakes (USA) que tem como finalidade fornecer uma estrutura aos dançarinos para que os mesmos possam progredir e alcançar uma meta realizável através do desenvolvimento de suas habilidades de forma clara e inteligente.

O curso proporciona uma formação técnica para a expressão criativa da arte da dança, trabalhando força, flexibilidade, musicalidade, coreografia, improvisação, pensamento crítico, trabalho em equipe, história da Dança do Ventre, ensino e criação e projetos originais. É altamente recomendável que o aluno tenha pelo menos 3 anos de prática em Dança do Ventre ou participe do curso preparatório antes de ingressar no programa, caso contrário, poderá se deparar com um grande desafio e ter pouco aproveitamento da experiência.

O primeiro nível do programa contém os fundamentos do formato apresentado por Zoe Jakes, incluindo coreografia, snujs, conceito e estética do Tribal Fusion por Zoe Jakes e introdução ao formato de Jamila. Ao todo, são 36 horas de aulas, incluindo revisão opcional. O segundo nível do programa tem como finalidade aprofundar conhecimentos e dar início à criação de dinâmicas e sequências coreográficas, além de aprender a se portar como um membro numa companhia de dança. Para se inscrever neste nível é preciso ser graduado em Key of Diamonds.




Krysalis por Kami Liddle


Com lançamento programado para julho de 2018 em São Francisco, Califórnia e St Gallen, na Suiça, “Krysalis” é um programa de dança desenvolvido por Kami Liddle e tem como objetivo ajudar os participantes a se desenvolverem e aperfeiçoarem suas bases de conhecimentos, experimentarem e evoluírem como dançarinos através de quatro cursos individuais.


Como Kami explica no release do projeto, a intenção não é ensinar os dançarinos a construírem um solo, mas sim nutriz o caminho de cada um com ferramentas práticas que lhe possibilitarão criar seus respectivos repertórios de movimentos de forma autêntica. 

"Krysalis" é composto por quatro cursos:

1. Invocação: fundamentação técnica de dança do ventre de fusão contemporânea;
2.    Expansão: preparação intensiva de desempenho profissional;
3.    Concepção: laboratório de criação coreográfica;
4.  Elevação: técnica avançada de construção de repertório.
Os cursos podem ser comprados individualmente e sem nenhum requisito específico, exceto "Elevação" que requer certificação de "Invocação" para se inscrever.


Odi por Piny Orchidaceae


ODI é um programa de dança intensivo sobre o trabalho que a trupe Orchidaceae Urban Tribal desenvolve em Urban Fusion Belly Dance, lançado em 2015 e ministrado anualmente em Lisboa, Portugal.

O programa se divide em 2 semanas: a primeira semana é dedicada ao ensino das técnicas de dança com as quais a trupe trabalha, são 7 dias de treinamento entre técnica, teoria e improvisação em diferentes estilos de dança, ministrado pelos membros da Orchidaceae, sendo um ou dois professores para cada estilo abordado. Além do pacote completo de aulas, com duração média de 6 horas cada, os participantes participam dos ensaios abertos com a companhia, integrando o processo de criação, compartilhamento e prática. O último dia do ODI First Love é o primeiro dia do ODI Second Love. Ambos os grupos compartilham a experiência de MY OWN STYLE JAM.

A segunda semana tem como propósito aprofundar a pesquisa de fusão e é voltada para a criação, colocando os participantes no papel de coreógrafos, criando uma peça solo, e dançarinos, coreografados por um membro Orchidaceae.  O treinamento é realizado pela manhã e a criação no horário da tarde. O programa é encerrado com um dia de apresentações.


LINK: http://www.orchidaceaeurbantribal.com




Integrated Dance por Ashley Lopez



Neste programa, criado por Ashley Lopez, dançarinos de todos os estilos e habilidades são bem-vindos, embora seja necessária uma experiência mínima de dança de 3 anos. Usando fusion bellydance como base, o aluno desenvolverá sua própria técnica de dança, incluindo isolamentos e formatos, combinações de movimento e coreografias. Um treinamento físico rigoroso com técnicas de yoga e pilates, bem como aulas diárias de anatomia e música fazem parte do programa.

Os alunos que completarem com sucesso ambas as partes do programa intensivo, todas as tarefas de trabalho, e que passarem nos exames de ensino escrito e prático, serão professores certificados da dança integrada por Ashley Lopez. A fim de manter sua certificação, os dançarinos devem ainda completar 6 horas de educação continuada a cada ano.



One Movement por Illan Rivière



One Mevement é um programa intensivo para desenvolvimento de metodologia de dança criado por Illan Rivière cujo propósito é conectar estudantes e dançarinos ao movimento presente dentro e fora de seus corpos, conservando o estado atual de presença, desenvolvendo a consciência sensível, a consciência espacial e nutrindo o vocabulário de dança criar e interpretar, respeitando os limites, ouvindo a própria personalidade e o desafio do tema proposto para se tornar mais forte, mais flexível e para obter uma melhor organização da gravidade, maior amplitude e graça para os movimentos.

Todas as atividades têm início com um condicionamento físico para aquecer, esticar e apresentar o corpo ao movimento, abrindo os sentidos. Através de exercícios, explorações de conceitos especialmente concebidos para este método, os alunos são levados a trabalhar suas respectivas sensibilidades, criatividade, capacidade de receber informações e de se adaptar para comunicar com movimentos.

A primeira parte é fechada com teoria, explicação da metodologia, conselhos, respostas a perguntas e com a adição de exercícios complementares, abrindo os tópicos com uma visão holística do movimento humano. Depois de explorar por si mesmo novas percepções, compreensão e uso de novas ferramentas para abordar a própria dança, a segunda parte do dia se concentra na técnica de Neo Tribal Fusion, com sequências de dança mais complexas, aplicando os conceitos previamente explorados, com a finalidade de nutrir o vocabulário de dança, desenvolver a técnica, amplitude e agilidade para compreender melhor esta maneira de ver, pensar, sentir, mover, evoluir e dançar.

LINK: https://www.illanriviere.com/copie-de-travels



Bellydance Cohesion por April Rose

Dividido em 3 estágios, cada um com a opção equivalente de realizar o treinamento para professores à parte, o programa Bellydance Cohesion de April Rose tem como propósito levar os dançarinos a explorarem uma abordagem coesiva de Dança do Ventre, com aulas teóricas, práticas e técnicas ricas em estudo musical e referências históricas.



Cada estágio de desenvolvimento termina com uma avaliação em sala de aula. O objetivo é que cada indivíduo acompanhe seu progresso e receba um feedback. O desempenho do participante na avaliação não afetará sua capacidade de se inscrever no próximo estágio, desde que tenha concluído a totalidade do estágio anterior.

O treinamento de professores, disponível a cada estágio, termina com um exame de certificação em duas partes, avaliando a prática de instrução do estágio correspondente e o desempenho na avaliação final dada no final do estágio correspondente. Os participantes devem passar no exame de certificação em sala de aula a fim de obter sua certificação de ensino Bellydance Cohesion e se inscrever na próxima etapa do treinamento de professores, garantindo, desta forma, um estudo contínuo.




LINK: https://www.bellydancecohesion.com



[Venenum Saltationes] A Dança & O Tarot

por Hölle Carogne

93!

Primeiramente, gostaria de dizer que já estava com saudades!

Este nosso período em off foi curto, mas suficiente para que eu sentisse falta de escrever e interagir com vocês!

2018 chega com tudo e a Venenum Saltationes vem cheia de novidades!

Uma delas é que teremos uma série de estudos sobre o Tarot, dividida em várias partes, abordando trabalhos de dança que utilizaram este conceito e a simbologia das cartas!

Iniciemos, então, falando um pouquinho sobre o que é o Tarot, qual sua estrutura, seu possível surgimento e possibilidades de utilização.

Nosso foco é com certeza o corpo e a dança, mas é importante que, neste primeiro momento, a gente conheça melhor o conceito do oráculo propriamente dito.

Então vamos lá:

  • O tarot é um conjunto de 78 cartas composto por 21 trunfos + 1 Curinga e quatro conjuntos de naipes com 14 cartas cada um.
  • Os naipes latinos são: espadas, bastões (ou paus), taças (ou copas) e moedas (ou ouros).
  • Os alemães: corações, sinos, bolotas e folhas.


♦ O naipe de moedas (ouros) está relacionado ao elemento terra, à vida material, às conquistas financeiras, profissionais e ao mundo físico;

♣ O naipe de bastões (paus) liga-se ao elemento fogo que a tudo transforma sem ser alterado. Está relacionado ao plano energético: atividade física, corporal e criativa;

♥ O naipe de taças (copas) é ligado ao elemento água e ao mundo dos sentimentos: atividades psíquicas, emocionais e espirituais;

♠ O naipe de espadas corresponde ao elemento ar e está relacionado ao poder ambivalente da mente e do pensamento: as atividades intelectuais, psicológicas e abstratas.

As 14 cartas de cada naipe compreendem 10 cartas numeradas de 1 (ou Ás) à 10, mais 1 Rei, 1 Rainha, 1 Cavaleiro e 1 Valete. Essas 56 cartas são conhecidas no tarot esotérico como “Arcanos Menores”.

Já os 21 trunfos (juntamente com o Curinga) são conhecidos como “Arcanos Maiores” e a carta sem número chamada Curinga é conhecida como “O Louco” (arcano 0 ou 22).

Os 22 Arcanos Maiores: O Mago; A Sacerdotisa (ou A Papisa); A Imperatriz; O Imperador; O Hierofante (ou O Papa); Os Enamorados; O Carro; A Justiça; O Eremita; A Roda da Fortuna; A Força; O Enforcado; A Morte; A Temperança; O Diabo; A Torre; A Estrela; A Lua; O Sol; O Julgamento; O Mundo; O Louco.



As cartas de tarô surgiram entre os séculos XV e XVI no norte da Itália, e foram criadas para um jogo de mesmo nome, que era jogado pelos nobres e pelos senhores das casas mais tradicionais da Europa continental.

As palavras tarô, tarot, tarock, tarok, tarocco, tarocchi não possuem uma tradução específica. Não se sabe ao certo sua real etimologia. Acredita-se que ela possa originar da palavra árabe turuq, que significa "quatro caminhos", ou do árabe tarach, que significa "rejeito". Segundo a etimologia francesa, tarot é um empréstimo do italiano tarocco, derivado de tara, "perda de valor que sofre uma mercadoria; dedução, ação de deduzir".

Atualmente, o Tarot obtém expressão nas mais diversas áreas, sendo usado principalmente como método de adivinhação e de estudo na psicologia.

Na área da psicologia, as cartas são vistas como ilustrações das imagens arquetípicas, mencionadas pelo renomado psicólogo Carl Gustav Jung. 



Os Arquétipos seriam imagens arcaicas da memória coletiva ancestral que estão dentro do inconsciente e que podem ser ativadas por determinado Símbolo, que revigora e traz à tona toda a carga emocional que a imagem possui em si e que nos toca profundamente.

Já o tarô divinatório ficou cada vez mais popular no Novo Mundo a partir de 1910, com a publicação do Tarô de Rider-Waite (elaborado e executado por dois membros da Aurora Dourada), que substituía a tradicional simplicidade das cartas numeradas de naipe por cenas simbólicas. Este baralho também obscureceu as alegorias cristãs do Tarô de Marselha e dos baralhos de Eliphas Lévi mudando alguns atributos (por exemplo trazendo "O Hierofante" no lugar de "O Papa", e "A Alta Sacerdotisa" no lugar de "A Papisa").

A leitura do tarô é executada por meio de uma técnica específica, jogos e métodos a serem estudados. Porém, tem-se observado não ser tão simples jogar o tarô, como o imaginário popular o faz crer. Médiuns, escolhidos ou estudiosos devem seguir um longo estudo para uma leitura séria de tarô, cada qual dentro de seu contexto. Num processo mediúnico, o tarô, seria uma ligação espiritual entre o ser e o plano superior como qualquer outro instrumento o faria. Por outro lado, existem as técnicas de leitura baseadas numa teoria consistente que, neste caso, serve tanto às leituras quanto à busca por autoconhecimento e o desenvolvimento espiritual.



Após esta rápida pincelada sobre o Tarot, vamos falar sobre o uso deste oráculo como tema de coreografias e performances.

Bom, com certeza há pouquíssimo material de dança envolvendo o Tarot, assim como é raro o uso do ocultismo na Dança, mas o trabalho da coluna é exatamente este: garimpar, dentro do todo, estas raridades.

Dentro da Dança Tribal temos dois trabalhos que gostaria de destacar:

  • Zoe Jakes House of Tarot;
  • Tribal Secrets Tarot Cards por Anandha Ray.


Porém, nosso estudo se dará por partes. Sendo mais exata: cada postagem, compreenderá um dos Arcanos Maiores. Aí sim, trarei os trabalhos correspondentes a cada arcano, fazendo a interpretação da simbologia.

É importante dizer que a minha intenção aqui é fazer a relação da simbologia da carta com o trabalho de dança. E não apenas mostrar os trabalhos feitos. O objetivo maior desta série é o estudo do oráculo.

Então, nos encontramos no mês que vem, para conhecermos nosso primeiro Trunfo.

Lembrando que quem tiver material de dança sobre o Tarot, ou conhecer algum trabalho que aborde este conceito, pode enviar para mim!

Até a próxima!


93,93/93





[Vida com Yoga] Vrttis – Turbulências da mente

por Natane Circe

A verdadeira busca do yoga está na famosa paz de espírito. Admito que saiba o que seja, por que estudo sobre, mas nunca a alcancei. Talvez por um pequenino instante a tenha presenciado, mas a calmaria durou pouco. Os vrttis tomaram conta de citta, mais uma vez.



Vrttis são como ondas, tempestades, e citta é o oceano. O mar se agita, se torna incompreensível, turbulento e confuso durante tempestades. Formam-se ondas algumas vezes pequenas outras vezes gigantescas. O objetivo do yoga é cessar as ondulações do oceano da mente, causados por ações externas e internas, como ego, medo, raiva, ou mesmo sentimentos de euforia, alegria, amor. Pra tudo existe uma reação, porém, só se alcança a paz quando as ondas se cessam e mergulhamos fundo no oceano interno.

Se você olhar bem no seu reflexo no mar calmo, você poderá ver seu eu com mais clareza e detalhes, se houver ondulações a imagem estará distorcida e pouco clara. 


As técnicas de yoga, como asanas (posturas), pranayamas (técnicas respiratórias), meditação e outras tantas permitem que os vrttis tenham menos influência, e talvez nenhuma, sobre o intelecto. Você se torna presente e existe a não reação de influências externas, diminuindo sofrimentos e julgamentos.


[Resenhando-MS] Cult Fest

por Morgana Shayra


No dia 23 de março deste ano, eu e minha trupe fomos convidadas para participar de uma inauguração de um novo espaço de arte e cultura aqui em Campo Grande/MS.

Como havia recém retornado de um festival de dança onde tive a oportunidade de dançar ATS® somente com os toques de snujs e um Derbak ao vivo, fiquei maravilhada com essa oportunidade e resolvi montar um show com todas elas dançando e tocando.  A experiência de tocar derbak com floreios sensacionais e maravilhosos não tínhamos ainda,  mas o básico do básico sim e encaramos essa oportunidade como sendo o início de uma proposta de diversão, dança e cultura.  A casa estava cheia de artistas das artes plásticas, visuais e da música.



Começamos a apresentação com a música ao vivo apresentando o ATS® (American Tribal Style) com espadas, quarteto, depois um dueto onde fizemos até um dialeto diferente que aprendemos há pouco tempo com a queridíssima Maria Badulaques (SP). Para encerrar a apresentação fiz um solo de Tribal Fusion. 

Posso dizer que depois disso tudo, só quero música ao vivo (kkkk) e como foi maravilhosa essa oportunidade. Da experiência, surgiu a parceria entre o Grupo Mahila de ATS® e Grupo Tribos da Areia, onde começamos a montar shows e espetáculos envolvendo os estilos ATS®, Tribal Fusion e Dança Árabe Folclórica. 

E você já dançou com música ao vivo? Como foi a experiência? 

Se um dia passar por Campo Grande/MS e quiser nos conhecer e dançar conosco as portas estão sempre abertas. LILILILILILILILILI





LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...